Um paciente com dor no joelho pode abrir o ChatGPT e perguntar: “Qual ortopedista é referência em cirurgia do joelho em Fortaleza?”. Outra pessoa pode perguntar ao Gemini qual dermatologista procurar para tratar melasma. Alguém que recebeu uma indicação pode usar uma IA para pesquisar o nome do médico antes de marcar a consulta.
Esse comportamento já deixou de ser algo pontual.
O 2026 Patient Choice Report, da rater8, encontrou que 47% dos pacientes entrevistados já haviam utilizado alguma ferramenta de inteligência artificial para pesquisar ou encontrar um profissional de saúde. Entre as pessoas que procuraram um novo médico nos 12 meses anteriores à pesquisa, 36% afirmaram que ferramentas de IA, como ChatGPT e Claude, estiveram entre as fontes que mais influenciaram sua escolha. O levantamento foi realizado nos Estados Unidos, em abril de 2026, com uma amostra validada de 992 pacientes adultos.
A pergunta que começa a ganhar importância para médicos e clínicas é bastante objetiva: quando um paciente faz uma busca relacionada à sua especialidade, cidade ou tratamento em uma IA, o seu nome tem condições de aparecer entre as referências encontradas?
Não existe um botão para cadastrar um médico no ChatGPT e tampouco uma técnica que garanta que ele será recomendado. As respostas podem variar conforme a ferramenta, a pergunta, a localização, as fontes disponíveis e até o momento em que a consulta é realizada. A literatura mais recente sobre Generative Engine Optimization também aponta essa variabilidade e alerta contra promessas de resultados garantidos.
O que pode ser feito é aumentar a quantidade e a qualidade dos sinais digitais que permitem aos mecanismos de busca e às IAs compreenderem quem é o médico, onde ele atende, qual é sua especialidade, sobre quais temas possui autoridade e quais fontes independentes confirmam essas informações.
É aí que entram SEO, GEO, conteúdo, reputação digital e assessoria de imprensa.
Antes de falar em GEO, é preciso entender como as IAs encontram informações
Existe uma impressão comum de que ferramentas como ChatGPT simplesmente “sabem” quem são os melhores médicos de uma determinada cidade. Na prática, a resposta é mais complexa.
Sistemas de IA podem trabalhar com informações aprendidas durante o treinamento do modelo, informações recuperadas da internet no momento da consulta, índices de mecanismos de busca, bases de dados e diferentes mecanismos de recuperação e classificação de fontes.
No caso do ChatGPT Search, a própria OpenAI afirma que a busca conecta as respostas a conteúdos disponíveis na web e permite que páginas sejam citadas diretamente dentro das conversas. A empresa também informa que qualquer site público pode aparecer na busca do ChatGPT e orienta os proprietários de sites que desejam ter seus conteúdos descobertos e citados a permitirem o acesso do OAI-SearchBot, o crawler utilizado para recursos de busca.
No Google, a lógica também aproxima SEO e inteligência artificial. Em maio de 2026, o Google publicou uma documentação específica sobre otimização para recursos generativos como AI Overviews e AI Mode. A empresa explica que essas experiências continuam utilizando seus sistemas centrais de busca e técnicas de recuperação de páginas do índice do Google para fundamentar respostas.
Por isso, uma estratégia séria para presença em IA começa muito antes de tentar encontrar algum “hack para aparecer no ChatGPT”.
Ela começa pela construção da presença digital do médico.
O primeiro passo é fazer a internet entender exatamente quem é aquele médico
Imagine um cardiologista chamado João Silva.
No Instagram aparece “Dr. João Silva”. No site da clínica está “João P. Silva”. Em um diretório antigo aparece outro endereço. No Google ainda consta o telefone anterior. Uma matéria publicada há quatro anos associa o médico a uma clínica em que ele não atende mais. O site pessoal praticamente não possui informações sobre sua formação.
Para um ser humano que conhece o profissional, talvez seja simples juntar todas essas peças.
Para sistemas automatizados, essa fragmentação cria ambiguidade.
Uma presença digital bem estruturada procura tornar consistente a relação entre nome do profissional, CRM, RQE quando aplicável, especialidade, áreas de atuação, cidade, clínica, endereço, telefone, site oficial e demais perfis profissionais.
O site oficial tem um papel central nisso porque é um dos poucos ambientes em que o próprio médico controla completamente a organização dessas informações.
Uma boa página profissional precisa explicar, de maneira objetiva, quem é o médico, sua formação, especialidade registrada, experiência, locais de atendimento e os principais temas relacionados ao seu trabalho.
O Google recomenda explicitamente que empresas forneçam informações claras sobre localização, site oficial e dados de negócio para ajudar seus sistemas a compreender e apresentar essas informações na Busca e no Google Maps.
Para médicos, essa organização também deve respeitar as normas de publicidade profissional. No Brasil, a Resolução CFM nº 2.336/2023 continua sendo a principal referência para publicidade médica, e a divulgação de especialidade deve observar as exigências relacionadas ao respectivo RQE.
Ter um site deixou de ser apenas uma questão institucional
Durante muitos anos, o site médico foi tratado quase como um cartão de visitas: foto, currículo, telefone e botão para WhatsApp.
Isso aproveita muito pouco o potencial do domínio.
Um site bem construído pode se transformar na principal base de conhecimento pública sobre aquele profissional.
Uma dermatologista que deseja ser reconhecida por sua atuação no tratamento de melasma, por exemplo, deveria possuir páginas que expliquem sua atuação, uma página específica sobre melasma e uma biblioteca de conteúdos relacionados às principais dúvidas de pacientes sobre o tema.
Com o tempo, o site começa a construir uma associação consistente entre aquela profissional e determinados assuntos.
Tecnicamente, também é necessário garantir que essas páginas possam ser rastreadas e indexadas. Site bonito, mas inacessível aos crawlers, com páginas bloqueadas, conteúdo mal renderizado ou problemas graves de indexação, perde boa parte de seu valor para busca.
O Google divide seu processo tradicional em descoberta, rastreamento, indexação e apresentação dos resultados. A OpenAI, por sua vez, recomenda especificamente que sites interessados em aparecer nos resultados do ChatGPT não bloqueiem o OAI-SearchBot.
Na Coqueiro Mídia, a criação de sites para médicos já considera essa camada desde a arquitetura do projeto. O objetivo não é entregar apenas uma página visualmente bonita, mas construir uma estrutura que possa ser encontrada, rastreada, compreendida e expandida com conteúdo ao longo do tempo.
Um blog médico pode se tornar um dos principais ativos para SEO e GEO
Se um paciente pergunta para uma IA sobre determinada doença, procedimento ou tratamento, é necessário que existam boas fontes públicas capazes de sustentar uma resposta.
É por isso que produzir conteúdo continua sendo importante.
Mas publicar dezenas de textos superficiais, criados apenas para preencher um blog, tende a produzir pouco valor.
Conteúdo médico exige um padrão mais alto de confiabilidade. O próprio Google classifica assuntos que podem afetar significativamente a saúde das pessoas dentro da categoria chamada YMYL — Your Money or Your Life. Para esses assuntos, seus sistemas procuram dar ainda mais peso a sinais relacionados à experiência, expertise, autoridade e confiabilidade.
Um bom artigo médico precisa ter autoria identificada, revisão adequada, informações atualizadas, fontes confiáveis e profundidade suficiente para realmente responder à dúvida do paciente.
Também deve existir uma relação clara entre o conteúdo publicado e a atuação profissional daquele médico.
Se um cirurgião vascular deseja construir autoridade em tratamento de varizes, por exemplo, seu site pode desenvolver ao longo do tempo um conjunto consistente de materiais sobre varizes, diagnóstico, sintomas, fatores de risco, diferentes formas de tratamento, recuperação, dúvidas frequentes e critérios utilizados para indicar cada abordagem.
Uma página reforça semanticamente a outra.
Esse trabalho é conhecido em SEO como construção de autoridade temática.
Na Coqueiro Mídia, o planejamento de blogs médicos parte justamente dessa lógica. Os artigos não são escolhidos aleatoriamente apenas porque determinada palavra-chave possui volume de buscas. A estratégia considera o posicionamento que o médico deseja construir, as buscas que pacientes fazem, as dúvidas que surgem durante a jornada de decisão e os assuntos nos quais queremos fortalecer a associação entre profissional e especialidade.
GEO não significa escrever textos estranhos para robôs
Com o crescimento do termo GEO — Generative Engine Optimization — começaram a surgir inúmeras receitas sobre como escrever especificamente para modelos de linguagem.
Grande parte dessas recomendações precisa ser tratada com cautela.
Em sua documentação de 2026, o próprio Google afirma que não é necessário reescrever conteúdos em uma linguagem especial para suas experiências generativas. Também diz que não existe tamanho ideal de página, que não é necessário fragmentar artificialmente o conteúdo em pequenos blocos e que arquivos como llms.txt não oferecem benefício especial para aparecer nos recursos generativos do Google.
Clareza continua sendo útil. Bons títulos, subtítulos objetivos, respostas bem explicadas, páginas organizadas e linguagem compreensível facilitam a leitura do paciente e a interpretação do conteúdo por sistemas automatizados.
A diferença está na intenção.
O objetivo não deveria ser escrever um texto artificial tentando adivinhar como “agradar o ChatGPT”. O conteúdo precisa ser bom o suficiente para se tornar uma fonte legítima sobre aquele assunto.
Dados estruturados ajudam máquinas a interpretar o site
Além do texto que uma pessoa enxerga na página, existem informações que podem ser organizadas de forma estruturada no código do site.
É o chamado Schema Markup ou dado estruturado.
O Schema.org possui tipos específicos para médicos e organizações de saúde, incluindo Physician e MedicalOrganization, além de propriedades para indicar especialidade médica. Também existem estruturas aplicáveis a artigos, organizações, perfis e negócios locais.
O Google explica que utiliza dados estruturados para compreender melhor o conteúdo das páginas e as entidades mencionadas nelas.
Isso não significa que adicionar Schema fará um médico aparecer automaticamente no ChatGPT ou no Google AI Overview. O próprio Google deixa claro que dados estruturados não são uma exigência especial para busca generativa. Eles fazem parte de uma estrutura técnica mais ampla que ajuda mecanismos de busca a interpretar corretamente um site.
Em um projeto médico bem executado, portanto, os dados estruturados devem representar corretamente aquilo que já está visível e verificável na página.
O Perfil da Empresa no Google continua sendo fundamental
Para buscas como “dermatologista em Recife”, “cardiologista perto de mim” ou “ortopedista em Fortaleza”, existe um componente local muito forte.
Nome, categoria, endereço, telefone, horário, site, fotos e avaliações presentes no Google ajudam a estabelecer essa presença local.
E essa importância não desapareceu com a inteligência artificial.
Na documentação de 2026 sobre busca generativa, o Google afirma que informações de negócios locais e o Google Business Profile podem ajudar produtos, serviços e empresas a aparecer tanto em respostas de IA quanto em outros formatos da Busca.
Isso torna importante manter o perfil atualizado e alinhado às informações presentes no site e em outras fontes públicas.
Um médico que mudou de endereço há seis meses, mas continua aparecendo com endereços diferentes em vários lugares da internet, cria um problema que vai muito além da experiência do paciente. Ele fragmenta os próprios dados públicos.
Avaliações fazem parte da reputação digital
Avaliações merecem atenção por um motivo simples: pacientes as utilizam para tomar decisões.
No estudo da rater8 de 2026, 55% dos participantes afirmaram já ter cancelado uma consulta ou desistido de marcar com determinado médico por causa de avaliações online. Além disso, 75% disseram exigir pelo menos quatro estrelas para considerar um profissional. Novamente, são dados de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos e não devem ser apresentados como estatística brasileira, mas ajudam a dimensionar o peso que a reputação pública adquiriu na jornada do paciente.
Para GEO, é importante evitar outra simplificação: não existe uma regra pública dizendo que “mais estrelas fazem o ChatGPT recomendar o médico”.
A reputação deve ser vista como parte de um ecossistema maior. Avaliações legítimas ajudam pacientes, fortalecem perfis locais e criam mais informações públicas sobre a experiência associada ao profissional ou à clínica.
Também é importante acompanhar e responder avaliações de maneira ética, sem expor informações protegidas de pacientes e respeitando as regras aplicáveis à publicidade e ao sigilo médico.
Assessoria de imprensa ganhou uma função adicional
Existe uma diferença importante entre um médico dizer em seu próprio site que possui experiência em determinado assunto e veículos independentes associarem seu nome àquele tema.
Uma entrevista em um portal de notícias, uma participação como fonte especialista em uma reportagem ou um artigo publicado em um veículo relevante cria uma referência externa.
Para construção de autoridade digital, isso é extremamente valioso.
Pesquisas recentes sobre mecanismos generativos encontraram evidências de preferência relevante por earned media, ou seja, fontes independentes conquistadas fora dos canais controlados pela própria marca, embora os resultados variem significativamente entre mecanismos e consultas. A pesquisa em GEO ainda está evoluindo e não permite transformar essa observação em uma regra universal de ranking.
Mesmo com essa ressalva, existe uma lógica bastante sólida: quanto mais fontes confiáveis e independentes conseguem confirmar quem é determinado médico e sua relação com uma área de conhecimento, maior é o conjunto de referências públicas disponível sobre aquele profissional.
É por esse motivo que assessoria de imprensa faz parte do trabalho de autoridade digital realizado pela Coqueiro Mídia.
Buscamos oportunidades para que médicos apareçam como fontes especializadas em matérias, entrevistas e conteúdos jornalísticos relacionados à sua atuação. Essas publicações possuem valor de marca por si mesmas e também ampliam a presença do profissional fora de seus próprios canais.
O médico precisa existir em mais lugares do que o próprio Instagram
O Instagram é excelente para relacionamento, distribuição de conteúdo e construção de audiência. Mas uma estratégia de autoridade digital dependente exclusivamente de uma rede social fica limitada.
Uma IA procurando referências sobre um profissional pode encontrar seu site, matérias jornalísticas, perfil no Google, páginas de clínicas e hospitais, diretórios profissionais, publicações científicas, associações, entrevistas, vídeos e outras páginas públicas.
Quanto maior a qualidade e a consistência dessa presença, mais fácil se torna estabelecer a relação entre uma pessoa e os temas pelos quais ela é conhecida.
Por exemplo: se diferentes fontes confiáveis associam repetidamente “Dra. Maria Souza” a dermatologia, tratamento de melasma e Salvador, existe uma presença digital muito mais definida do que se praticamente todas as informações sobre ela estiverem concentradas apenas em um perfil do Instagram.
Essa construção exige tempo.
Autoridade digital não é instalada em um site como um plugin.
Ela é acumulada.
Publicar muito conteúdo gerado automaticamente pode prejudicar a estratégia
Ferramentas de IA facilitaram a produção de textos em grande escala. Isso também criou uma enorme quantidade de conteúdo genérico, repetitivo e sem participação real de especialistas.
Para médicos, essa abordagem é especialmente problemática.
O Google afirma que utilizar IA para produzir muitas páginas sem adicionar valor pode violar suas políticas contra abuso de conteúdo em escala. Para conteúdos relacionados à saúde, confiabilidade e expertise recebem atenção ainda maior.
Por isso, uma estratégia de conteúdo médico não deveria funcionar como uma fábrica de 50 artigos mensais criados automaticamente.
É preferível publicar menos e produzir materiais capazes de responder perguntas reais, trazer conhecimento profissional, apresentar autoria e revisão médica, consultar boas fontes e oferecer algo que uma página genérica não oferece.
É justamente esse tipo de conteúdo que possui maior chance de acumular relevância ao longo do tempo.
O site precisa permitir o acesso dos mecanismos que você quer alcançar
Existe também uma camada de GEO que é puramente técnica.
No caso da OpenAI, é importante diferenciar OAI-SearchBot de GPTBot.
O OAI-SearchBot está relacionado à descoberta de conteúdo para recursos de busca do ChatGPT. A orientação oficial da OpenAI é não bloquear esse crawler caso o proprietário queira que seu conteúdo possa ser incluído em resumos, snippets e citações.
O GPTBot possui outra finalidade relacionada ao uso de conteúdo para treinamento dos modelos. É possível tomar decisões diferentes para cada crawler. Bloquear GPTBot, portanto, não é a mesma coisa que bloquear o mecanismo utilizado para resultados de busca do ChatGPT.
Essa distinção é importante porque configurações incorretas de robots.txt, noindex, firewalls, CDNs ou sistemas de proteção contra bots podem impedir involuntariamente que conteúdos sejam acessados.
Da mesma forma, Googlebot precisa conseguir rastrear e indexar as páginas que se deseja posicionar no Google e em seus recursos generativos.
Um trabalho de GEO que ignora essa parte técnica fica incompleto.
Também é preciso monitorar o que as IAs estão dizendo sobre o médico
Depois que existe uma presença digital estruturada, começa um trabalho que ainda é relativamente novo: acompanhar como diferentes IAs respondem a perguntas relacionadas ao médico.
É possível criar conjuntos de consultas como:
- “Quem é referência em [especialidade] em [cidade]?”
- “Quais médicos tratam [condição] em [cidade]?”
- “Quem são os principais [especialistas] em [cidade]?”
- “O que você sabe sobre Dr. [nome]?”
- “Quais profissionais são referência em [procedimento]?”
O objetivo não deve ser executar uma pergunta uma única vez e considerar aquela resposta como um ranking definitivo.
Respostas generativas são variáveis. Uma avaliação séria precisa repetir consultas, utilizar diferentes formulações e acompanhar várias plataformas ao longo do tempo. A revisão científica publicada em julho de 2026 sobre GEO destaca justamente que a visibilidade nesses sistemas é probabilística e que há variação entre execuções, consultas e plataformas.
Também é possível medir resultados mais concretos.
A OpenAI informa que os links provenientes da busca do ChatGPT recebem automaticamente o parâmetro utm_source=chatgpt.com, permitindo identificar esse tráfego em ferramentas analíticas. O Google, por sua vez, vem ampliando os recursos do Search Console para acompanhar desempenho em experiências generativas.
GEO precisa chegar a métricas reais sempre que possível.
O que não fazer tentando aparecer nas IAs
A popularização do GEO também criou um mercado de atalhos.
Comprar centenas de menções irrelevantes, criar avaliações falsas, publicar textos em massa, repetir artificialmente o nome do médico em todas as páginas, criar dezenas de páginas quase idênticas para cidades onde ele nem atende ou espalhar informações promocionais sem comprovação pode produzir o efeito contrário.
O Google orienta explicitamente contra conteúdo criado em escala para manipular busca e contra a busca artificial por menções inautênticas. Também reforça que não existe um tipo especial de marcação ou arquivo necessário para suas respostas generativas.
Na medicina existe uma preocupação adicional: publicidade precisa permanecer dentro das normas do CFM.
Tentar transformar GEO em uma disputa para proclamar determinado profissional como “o melhor médico da cidade”, garantir resultados de tratamentos ou criar autoridade artificialmente é ruim como estratégia e pode criar problemas éticos.
Autoridade precisa ser sustentada por fatos verificáveis.
Então, o que um médico deveria fazer a partir de agora?
Uma estratégia consistente costuma combinar vários elementos ao mesmo tempo:
- possuir um site próprio tecnicamente preparado para SEO e rastreamento por mecanismos de busca e IA;
- manter nome, especialidade, CRM, RQE, localização e informações profissionais consistentes na internet;
- estruturar corretamente o Perfil da Empresa no Google;
- desenvolver páginas específicas para especialidades, tratamentos e temas relevantes da atuação;
- manter um blog com artigos aprofundados, úteis, atualizados e vinculados à expertise real do médico;
- identificar claramente autoria, formação e revisão dos conteúdos médicos;
- implementar dados estruturados adequados;
- garantir acesso correto a Googlebot, OAI-SearchBot e outros crawlers relevantes;
- conquistar citações e referências em sites independentes;
- trabalhar assessoria de imprensa para gerar presença editorial legítima;
- desenvolver e acompanhar a reputação digital;
- monitorar como diferentes ferramentas de IA apresentam o médico e quais fontes utilizam;
- medir tráfego, citações, crescimento orgânico e evolução de presença ao longo do tempo.
Nenhum desses itens isoladamente garante uma recomendação.
Em conjunto, eles constroem uma presença digital muito mais clara, verificável e distribuída.
SEO e GEO para médicos: como a Coqueiro Mídia trabalha
Na Coqueiro Mídia, trabalhamos com marketing digital especializado para médicos e uma parte importante da nossa estratégia está justamente na construção de autoridade através de SEO e GEO.
O trabalho começa pela estrutura que o médico possui na internet.
Criamos sites preparados para mecanismos de busca, organizamos a presença digital do profissional, desenvolvemos estratégias de SEO, planejamos blogs e produzimos artigos relacionados às áreas em que aquele médico deseja construir autoridade.
Também trabalhamos com assessoria de imprensa, buscando ampliar a presença do profissional em fontes externas ao próprio site e às redes sociais.
Site, conteúdo e imprensa não são tratados como projetos isolados. A intenção é fazer com que, ao longo do tempo, exista um conjunto cada vez maior de informações confiáveis associando aquele médico à sua especialidade, à sua região e aos assuntos nos quais possui experiência.
Isso beneficia a presença no Google e cria uma base mais sólida para que mecanismos generativos encontrem, compreendam e eventualmente utilizem essas informações.
Não prometemos colocar um médico em primeiro lugar no ChatGPT porque hoje ninguém consegue garantir isso de maneira séria.
O que fazemos é trabalhar os elementos que estão sob nosso controle: estrutura técnica, conteúdo, SEO, GEO, presença local, autoridade e referências externas.
À medida que pacientes passam a pesquisar profissionais também por meio de ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e experiências generativas do Google, construir essa presença deixa de ser uma discussão sobre uma plataforma específica.
Passa a ser uma discussão sobre o que a internet sabe — e consegue comprovar — sobre o seu trabalho.
Quer saber como seu nome aparece hoje nas IAs?
A Coqueiro Mídia pode analisar a presença digital do seu consultório e identificar pontos que podem estar limitando sua autoridade no Google e nas ferramentas de inteligência artificial.
Entre em contato com nossa equipe para conversar sobre uma estratégia de SEO e GEO para médicos.
Fontes utilizadas neste artigo: OpenAI; Google Search Central; Schema.org; Conselho Federal de Medicina; rater8 — 2026 Patient Choice Report; estudos acadêmicos recentes sobre Generative Engine Optimization (GEO).
Observação: resultados em mecanismos de busca e sistemas de IA não podem ser garantidos. As respostas de ferramentas generativas variam de acordo com a plataforma, consulta, localização, disponibilidade das fontes e atualizações dos sistemas.